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Ludmilla fala sobre ataques racistas, drogas e outros temas polêmicos para O Globo

Em uma longa entrevista oferecida ao Caderno Ela deste domingo (10), onde foi capa, Ludmilla abriu seu coração em relação a diversos temas importantes, como racismo, religião e legalização das drogas.

A cantora, que vai estrear como técnica do The Voice +, versão do reality show da Globo dedicada a participantes acima de 60 anos, falou sobre sua saída das redes sociais após ataques racistas, no fim de dezembro, e explicou que essa decisão se deu em um momento de cansaço.

“Costumo não me importar, mas imagina você apanhar todos os dias? Uma hora cansa. Dói! É difícil, sim, por isso, precisei desse tempo off-line. Organizei as ideias, me fortaleci e, principalmente, entendi que esse ódio gratuito não é meu e não vai me vencer. Sou ser humano e, às vezes, me sinto esgotada, mas me refaço. É o compromisso que tenho comigo e com o meu público. Comentários racistas me dão nojo. Parece que o mundo está evoluindo, mas ainda tem muita gente atrasada”.

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A relação com a bailarina Brunna Gonçalves, com quem se casou em uma cerimônia realizada pela célula religiosa que frequenta, também foi tema da entrevista. Ludmilla falou sobre os desafios que enfrentou para mostrar seu relacionamento ao público e a relação que mantém com a espiritualidade.

“Não sou evangélica ou católica. Acredito em Jesus Cristo. Não estou generalizando, mas muitas igrejas acabam expulsando as pessoas por causa de roupas ou por quem elas escolheram amar. Minha célula é para essa gente que não se sente acolhida no templo, mas quer estar próxima de Deus. Todo mundo é bem-vindo, mas não permito celular ou que perturbem meus amigos famosos. São minhas regras”.

A conversa entrou num clima mais político quando Lud falou sobre o debate envolvendo a legalização da maconha no Brasil. A cantora até relembrou as críticas que recebeu pelo clipe de uma das suas músicas mais recentes, “Verdinha”.

“Estou na plantação de uma hortaliça e sou tida como traficante. Quando artistas brancos fora do funk abordam o assunto diretamente, ninguém critica. Aí, você consegue enxergar que existe racismo no Brasil. Tenho, aliás, dois processos correndo na Justiça por causa dessa polêmica. (…) Passou da hora de esse assunto estar em pauta no Brasil. Isso precisa, sim, ser conversado e abordado com muito cuidado e atenção”.

Clique aqui para conferir a entrevista completa.

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