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BBB20: Delegacia abre inquérito para apurar assédio de Petrix

E o BBB20 continua pegando fogo! A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, vai apurar se houve assédio por parte de Petrix Barbosa para com Bianca e Flayslane. O ginasta foi acusado por telespectadores do programa, de ter assediado as moças.

A equipe do DEAM prestou atenção após os telespectadores fazerem campanha na internet utilizando tags #forapetrix, #petrixespulso. De acordo com a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) Jacarepaguá, diante dos fatos veiculados na mídia foi aberto procedimento para apurar os fatos”, disse em comunicado a Polícia Civil.

A TV Globo também tomou providências, chamou Petrix em particular no confessionário, onde tiveram uma conversa. Após os fatos, o brother conversou com Bianca e Flayslane se houve algo que elas não gostaram, as mesmas afirmaram que não houve.

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A primeira vez que o brother foi acusado de assédio, foi na primeira festa do BBB. Petrix estralou as costas de Bianca Andrade (Boca Rosa), e um dos seus dedos esbarrou nos seios da digital influencer, daí surgiram comentários na web de um possível assédio.

A segundo caso ocorreu também com Bianca. Ocorreu após a eliminação de Lucas Chumbo, onde Petrix abraça Boca Rosa, internautas afirmaram que houve um ato aproveitador no abraço. E no terceiro caso, a Globo chamou o brother para o confessionário.

A OAB Mulher do Rio de Janeiro, também manisfestou indignação sobre o caso em nota, confira:

Nota na íntegra:

“A Diretoria de Mulheres da OABRJ e a Comissão OAB Mulher da Seccional do Rio de Janeiro vêm a público manifestar sua indignação a respeito do tratamento dado às mulheres pelos participantes homens do reality show Big Brother Brasil 20. Estão sendo veiculadas na TV e noticiadas nas redes sociais diversas cenas em que, não só as participantes mulheres são completamente coisificadas e ofendidas, como também sofrem contatos físicos que podem ser interpretados como de cunho sexual.

É extremamente preocupante que comportamentos como esses sejam veiculados em rede nacional de forma naturalizada. Eles refletem a violência com que as mulheres são tratadas diariamente em nosso país e podem acabar estimulando a perpetuação desse tipo de conduta pela sociedade, que a entende como positiva, já que está sendo praticada por homens que acabam se tornando “ídolos”. Além disso, é no mínimo temeroso colocar sobre as vítimas a responsabilidade da sanção contra esses atos. Isso porque, comumente, por questões estruturais da sociedade, as vítimas não têm consciência da gravidade das situações que vivenciam e, muitas vezes, também optam por não penalizar seus agressores, dentre muitos motivos, pelo temor de a denúncia se voltar contra elas.

Tendo em vista a repercussão que o programa possui em todo o Brasil, é de suma importância ressaltar que comportamentos como esses não podem ser tolerados e normalizados. É necessário não só exaltar, mas agir em prol do respeito às mulheres, do fim da violência e de todo o tipo de discriminação por gênero.

A Diretoria de Mulheres e a Comissão OAB Mulher RJ reiteram o repúdio a qualquer ato de violência de gênero, permanecendo em sua missão de promover a conscientização sobre o assunto, além de ações para prevenção e enfrentamento dessa triste realidade”, finalizou.

 

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